Impactos da nota de crédito no Tesouro Direto

Tempo de leitura: 2 minutos

Ontem à noite a agência de classificação de risco Moodys alterou a perspectiva da nota de crédito do Brasil de negativa para estável. Isso significa que a classificação de risco da dívida pública brasileira não corre o risco de ser rebaixada a qualquer momento, sendo possível, inclusive, uma melhora dessa classificação mais adiante se os indicadores macroeconômicos continuarem mostrando o fortalecimento dos fundamentos.

Mas quais os impactos da nota de crédito no Tesouro Direto?

Como o prêmio de juros inclui três variáveis: Risco; Juro real e Inflação, a melhora da nota de crédito diminui o risco embutido no prêmio de juros de todos os títulos públicos, abrindo espaço para uma queda nas taxas.

Mas tudo é ainda muito recente e precário, o país precisa voltar a crescer, a inflação continuar em trajetória de queda e as contas públicas melhorarem para experimentarmos um movimento mais sólido que quedas nas taxas de juro em toda a curva.

Impactos da nota de crédito do Tesouro Direto
Impactos da nota de crédito do Tesouro Direto

Há muitas reformas ainda em tramitação e que podem influenciar esse processo, seja positivamente ou negativamente.

Além disso tudo, temos uma outra força atuando em sentido contrário (alta do risco e dos juros), que é a lista 2 do Janot. Altas autoridades desse e do governo anterior estão listadas, e pelo visto o MPF possui provas para incriminar muita gente grande.

Mas, pessoalmente, não vejo como provável, tanto no TSE como na lista do Janot, a derrubada do atual governo por diversas razões. O processo do TSE está mais avançado, mas segundo rumores em Brasília o afastamento do presidente está praticamente descartado.

Impactos da nota de crédito do Tesouro Direto
Impactos da nota de crédito do Tesouro Direto

Já a lista do Janot ainda deve demorar muito para produzir efeitos práticos, como prisões. Tudo está em fase inicial e depende de liminares ou julgamento do STF, que tem se mostrado significativamente lento nestes processos criminais.

Diante desse cenário, vejo como provável um movimento moderado e contínuo de queda nas taxas, de modo que a recomendação pelos prefixados e indexados continua vigente.

É como afirmamos no artigo anterior, o melhor momento para investir no Tesouro foi durante o impeachment, mas o segundo melhor momento é agora!

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Até o próximo artigo!

2 Comentários


  1. Bom dia Victório!
    Excelente artigo,linguagem simples e muito didático,parabéns.
    Abraço!

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